sexta-feira, 24 de junho de 2011

Labirinto

Bem não sei como vou começar isto, porque é mesmo difícil. É um labirinto e como um labirinto tem vários percursos, mas apenas um está correcto, descobri-lo e mais difícil. Bem posso começar por dizer que tens muito em comum como uma caminhada, um curso de um rio, uma pista de obstáculos, ou seja, tens subidas, descidas, saltos, pontes, refúgios, és muito parecida com a noite, porque és silenciosa, misteriosa, sem fim, livre, e complicado ver o teu inicio, e parece que não mas eu gosto disso, és parecida com uma pessoa que é muito próxima de mim.
Quero encontrar uma pista para começar a avançar no caminho deste labirinto de emoções, nesta complexidade de pessoa mas não deixas e esse muro que se encontra a tua frente preocupa-me e não te deixa ser quem realmente és, porque lá no fundo algo me diz que és como um arco-íris que brilha mas não se sabe onde é a sua nascente, por outro lado, neste momento para mim és como um mar sem praia que só tem o paredão e que não me deixa entrar nesse teu mundo frio e com ondas que não deixa ninguém navegar nesse mar ínfimo.
Algo me puxa para falar contigo, para te descobrir pois és anormal (desculpa) mas é verdade porque se fosses normal nem te dava bola, és anormal porque não te consigo decifrar, se fosses normal eras como as 1001 raparigas e andam neste mundo, gosto de ti por seres estranha é isso que estou a tentar dizer, pareço burro a dizer isto mas é isso que ainda me liga a ti, essa anormalidade de pessoa que és, digo isto de boca cheia e com todo o orgulho de ter conhecido uma pequena como tu, pensava que eu era o único assim, mas não pareço, porque já sei lidar com isto, tu não sabes lidar muito bem e fechaste nesse teu mundo de sonhos.

domingo, 19 de junho de 2011

Voltas

A vida é ingrata, dá voltas e mais voltas, a cada volta que dá parece que a velocidade de rotação aumenta, a vida e como um motor de um carro, se a velocidade aumenta demasiado, pode acontecer o pior, rebentar com o motor!
Acho que me aconteceu isso, as pressões são muitas, mas as costas apenas são só de uma pessoa, e apesar de serem grandes, cada vez que uma pressão aparece as costas vergam até que não aguentam mais, sinto-me perdido, sem rumo, sem meios de locomoção, estou completamente parado, num entroncamento onde existem vários caminhos, mas qual deles é o mais correcto?
A morte da minha ente mais querida, foi fatal tirou-me o meu sonho mais desejado de criança, duvidar da existência de Deus duvidei, mas já não duvido, um sonho fácil, uma mera foto, uma foto de finalista, não aconteceu, posso estar a exagerar, mas lá no fundo doeu muito, a pressão de acabar o curso, a falta de dinheiro, a ânsia de deixar amigos, um vício vil, peso excessivo, a falta de uma namorada, todas elas dão comigo em doido, todos os dias penso nisto, mas a pressão fraternal e grande e faz-me explodir e magoar as pessoas à minha volta, Quem sou eu? (pergunto-me quando me deito, onde está aquele rapazinho que a minha avó se orgulhava?).
A alegria que habitava em mim sumiu em grande parte, aqueles sorrisos não são meus, são desta pessoa que agora habita no meu corpo, em constante dúvida, desespero, cansaço. Fracassei, sinto mesmo uma nódoa desiludi todos aqueles que depositaram uma vida em mim, mas será que há alguma coisa a fazer?
Continuo às voltas...